“Sempre me regozijei com essa idéia de “servidor público”. Pode observar: “servidor público”, curiosamente, é aquele sujeito que só anda de carro chique, trabalha em ambiente com ar condicionado e sequer tem qualquer contato com o “povo”, embora seja o “povo” quem forçosamente lhe sustenta. Quando dizem que algo é “serviço público” pode saber que estão enfiando a mão no seu bolso para benefício próprio. Serviço público genuíno só pode ser encontrado na iniciativa privada. O verdadeiro servidor público é aquele sujeito que mantém sua loja de conveniências aberta 24 horas para que você possa tomar uma Coca diet às 3 da manhã. É aquele sujeito que abre sua padaria às 5 da manhã para que você possa comer algo ainda quente antes de ir trabalhar. É a rede de fast food a quem você recorre quando seu estômago está vazio e as opções se esgotaram. Isso, meus caros, é que é serviço público.” – Lew Rockwell
Como ensinar o funcionamento do sistema tributário a seu filho.
“Quando seu filho já estiver um pouco mais maduro, você poderá ensiná-lo sobre o funcionamento do nosso sistema tributário de uma maneira fácil dele entender. Ofereça a ele, digamos, $10 para lavar o carro. Quando ele tiver terminado de lavar e vier pedir o pagamento, dê-lhe apenas $5 e diga que os outros $5 ficaram como imposto de renda retido na fonte. Dê $1 para o irmão mais novo e diga a seu filho que isso é “justo”, pois assim ele estaria “fazendo pelo social”. Também diga a ele que você, o Governo, precisa dos $4 restantes para se auto-financiar, isto é, para cobrir os custos oriundos desse “trabalho” de redistribuir o dinheiro. Quando ele chorar e disser que isso é injusto, diga-lhe que ele está sendo “egoísta” e “ganancioso”" – Joseph Sobran
O mito do laissez faire e o marxismo da mídia
O trecho abaixo é de um texto de George Reisman.
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O mito de que o laissez faire existe nos EUA atual e de que ele é o responsável pela atual crise econômica é propugnado por pessoas que não têm conhecimento algum sobre uma teoria economia sólida e racional ou sobre a real natureza de um capitalismo laissez faire. Elas defendem tal idéia apesar de terem estudado – ou melhor, por terem estudado – nas principais faculdades e universidades do país e do mundo. Em termos de assuntos econômicos, essas pessoas foram educadas inteira e exageradamente nas doutrinas totalmente falaciosas e perniciosas de Marx e Keynes. Ao alegarem ver a existência de um laissez faire em meio a todas essas maciças interferências governamentais, que constituem o exato oposto do laissez faire, elas estão tentando reescrever a realidade com o intuito de fazê-la se conformar às suas visões e preconcepções marxistas do mundo.
Elas absorvem as doutrinas de Marx muito mais nas aulas de história, filosofia, sociologia e literatura do que nas aulas de economia. As aulas de economia, conquanto normalmente não sejam marxistas, fornecem apenas refutações altamente insuficientes das doutrinas marxistas e dedicam quase a totalidade do tempo defendendo o keynesianismo e outras doutrinas anticapitalistas menos conhecidas, tais como a doutrina da concorrência perfeita e pura.
São muito poucos os professores e alunos que já leram uma única página sequer dos escritos de Ludwig von Mises, que é o teórico supremo do capitalismo e alguém cujo conhecimento dos escritos é essencial para se obter uma compreensão profunda do capitalismo. Quase todos eles, portanto, são essencialmente ignorantes de uma teoria econômica sólida.
Quando eu digo que o sistema educacional e a mídia são marxistas, não estou insinuando que seus membros defendem a socialização completa da propriedade ou que eles são necessariamente defensores do socialismo. O que estou dizendo é que eles são marxistas na medida em que aceitam as idéias de Marx em relação à natureza e ao funcionamento do capitalismo laissez faire.
Eles aceitam a doutrina marxista de que, na ausência de uma intervenção governamental, o interesse próprio e a busca do lucro – a “cobiça desenfreada” – dos empresários e capitalistas iriam derrubar o salário para um mínimo de subsistência, enquanto que elevariam as horas de trabalho para o limite da resistência humana, impondo condições de trabalho horríveis e obrigando crianças pequenas a irem trabalhar nas fábricas e nas minas. Eles apontam para o padrão de vida miseravelmente baixo e para as terríveis condições suportadas pelos assalariados nos primórdios do capitalismo, principalmente na Grã-Bretanha, e acreditam que isso comprova sua argumentação. E eles prosseguem, argumentando que foram apenas as intervenções do governo na forma de legislações pró-sindicatos e pró-salário mínimo, leis de jornada máxima de trabalho, proibição de qualquer trabalho infantil, e decretos referentes às condições de trabalho, que serviram para melhorar as condições dos assalariados. Eles acreditam que a revogação dessas legislações levaria a um retorno das miseráveis condições econômicas do início do século XIX.
Eles vêem os lucros dos empresários e capitalistas como sendo ganhos imerecidos e injustos, arrancados dos assalariados – supostamente os verdadeiros produtores – pelo equivalente à força física, donde consideram que os assalariados são escravos virtuais (“escravos assalariados”) e que os capitalistas “exploradores” são os virtuais donos de escravos. Intimamente ligado a isso, eles consideram que a tributação dos empresários e capitalistas e o conseqüente uso desses proventos em benefício dos assalariados, em aplicações como a seguridade social, a saúde pública, a educação pública, e as moradias públicas, são políticas que servem pura e simplesmente para devolver aos assalariados uma pequena porção da renda que alegadamente lhe foi pilhada durante o processo da “exploração”.
Em total acordo com Marx e sua doutrina de que, sob o capitalismo laissez faire, os capitalistas expropriam toda a produção do assalariado acima do nível necessário para sua mínima subsistência, eles crêem que a intervenção do governo não prejudica ninguém, exceto os capitalistas e empresários imorais. Nunca os assalariados. Assim, não apenas os impostos utilizados para pagar pelos programas sociais, mas também os salários mais altos determinados pelas legislações pró-sindicatos e pró-salário mínimo, são tidos como saídos unicamente dos lucros, sem qualquer efeito negativo sobre os assalariados, como o desemprego. O mesmo raciocínio se dá para o efeito da menor carga horária de trabalho imposta pelo governo, para as condições de trabalho melhores e para a abolição do trabalho infantil: os custos maiores resultantes dessas políticas simplesmente são considerados como se saídos da “mais-valia” dos capitalistas, e nunca do padrão de vida dos próprios assalariados.
Essa é a mentalidade de toda a esquerda e em particular dos membros do sistema educacional e da mídia. É a visão de que a busca pelo lucro e pela satisfação material são inerentemente letais caso não sejam forçosamente retaliadas e rigidamente controladas pela intervenção governamental. É, como foi dito, uma visão que considera os empresários e os capitalistas como sendo donos de escravos, não obstante o fato de que empresários e capitalistas não utilizam armas, chicotes ou correntes para encontrar e manter seus trabalhadores. Ao contrário, a única arma do capitalista e do empresário é oferecer melhores condições e melhores salários em relação ao que esses trabalhadores poderiam encontrar alhures.
Não surpreendentemente, o sistema educacional e a mídia compartilham a visão de Marx de que o capitalismo laissez-faire é uma “produção anárquica”, o qual os empresários e os capitalistas gerenciam atabalhoadamente, como galinhas sem cabeça. Na visão deles, racionalidade, ordem e planejamento emanam apenas do governo, e não de participantes no mercado.
E essa, como eu disse, é a estrutura intelectual da grande maioria dos professores de hoje e de suas várias gerações predecessoras. E essa é exatamente a mesma estrutura intelectual de seus alunos, que zelosamente absorveram seus ensinamentos equivocados e que acabaram, alguns deles, se tornando repórteres e editores das principais publicações midiáticas, tanto jornais como revistas. É a intelectualidade de seus alunos que hoje comenta e comanda as edições de praticamente todos os canais de notícias.[10] E é através dessa estrutura intelectual que a mídia hoje tenta entender e reportar a atual crise financeira.
De acordo com a visão deles, o capitalismo laissez faire e a liberdade econômica são uma fórmula para a injustiça e para o caos, ao passo que o governo é a voz e o agente da justiça e da racionalidade nas questões econômicas. Tão firmemente eles mantêm essa crença que, quando vêem algo que pensam ser evidência de injustiça e caos em larga escala no sistema econômico, tal como ocorreu na atual crise financeira, eles automaticamente presumem que isso seja o resultado previsível da busca pelo interesse próprio e da liberdade econômica que torna possível essa busca. Dada essa atitude básica, o princípio que guia os “jornalistas” contemporâneos é a idéia de que sua função é encontrar os empresários e capitalistas que são responsáveis pela maldade e os funcionários do governo que deram a liberdade para eles cometerem esse mal. Finalmente, uma vez cumprida a missão acima, a tarefa final passa a ser identificar e apoiar as políticas de intervenção e controle governamental que supostamente irão eliminar o mal e impedir sua repetição no futuro.
Seu temor e ódio da liberdade econômica e do capitalismo laissez-faire, bem como a necessidade que sentem de serem capazes de denunciar o sistema como sendo a causa de todos os malefícios econômicos, são tão grandes que eles chegam ao ponto de fingir para eles mesmos e para sua audiência que tal sistema de fato existe no mundo atual, quando ele claramente não existe nem remotamente. Ao fazerem a assertiva de que o laissez faire existe e é o responsável pelo problema atual, eles se tornam aptos a direcionar toda a força do ódio que sentem pela liberdade econômica e pelo capitalismo laissez faire contra aquela mínima fatia de liberdade econômica que, de alguma maneira, conseguiu se manter existindo e contra a qual os iluminados agora decidiram desferir sua fúria. Essa fatia, eles alegam, é a responsável total pela inanição dos trabalhadores na desumana exploração da mão-de-obra que, em sua ignorância, eles garantem que é imposta pelos capitalistas sob um sistema laissez faire. Suas platéias, já devidamente doutrinadas pela lavagem cerebral tanto da mídia como do ambiente educacional que freqüentaram, rapidamente passam a seguir ordens e ajudam no esforço de estimular o ódio.
O resultado é sentenciado por palavras como as que seguem, que apareceram em um daqueles mesmos artigos do The New York Times que eu havia citado antes:
Temos agora uma raiva coletiva, uma repulsa, por todo o sistema financeiro, e é óbvio que teremos uma forte reação regulatória… cujos efeitos irão se transmitir para outros setores porque os eleitores estão com a consciência de que “as grandes empresas são animais selvagens e elas precisam ser colocadas em suas jaulas”[11]
E é dessa maneira que os inimigos do capitalismo e da liberdade econômica se mostram capazes de prosseguir sua campanha em prol da destruição econômica e da devastação. Eles utilizam a acusação de “laissez faire” como uma espécie de gazua para aumentar os poderes do governo. Por exemplo, no início dos anos 1930, eles acusaram o presidente Hoover de estar seguindo uma política laissez faire, mesmo com ele intervindo maciçamente na economia para impedir a queda dos salários, queda essa que era essencial para evitar que uma reduzida demanda por mão-de-obra se transformasse em desemprego em larga escala. O desemprego maciço que previsivelmente resultou dessa intervenção de Hoover, e o qual eles tiveram êxito em justificar como sendo conseqüência do laissez faire, foi utilizado ardilosamente por eles para enganar todo o país, fazendo as pessoas apoiarem resolutamente as intervenções ainda maiores que surgiram depois, com o New Deal.
Hoje, eles continuam jogando esse mesmo jogo. Sempre denunciando o laissez faire e sempre alegando que os fracassos desse fantasma precisam ser superados com ainda mais regulamentações e controles governamentais. Hoje, as maciças intervenções não só do New Deal, mas também do Fair Deal (Truman), da New Frontier (Kennedy), da Great Society (Johnson) e de todas as administrações subseqüentes, foram acrescentadas àquelas mesmas grandes intervenções que já existiam ainda na década de 1920 e às quais Hoover substancialmente expandiu. E, ainda assim, supostamente continuamos vivendo sob o laissez faire. Parece que enquanto alguém continuar sendo capaz de se mover e respirar sem estar sob o jugo do estado, o laissez faire continuará sendo a política dominante, o que torna necessário a criação de ainda mais controles governamentais.
O ponto final lógico desse processo é que, um dia, todos terminarão acorrentados a uma parede, ou ao menos sendo forçados a fazer algo tipo viver em um CEP cujos números sejam os mesmos do seu CPF. E então o governo saberá exatamente quem é cada um, onde essa pessoa está e deixará claro que ela não poderá fazer absolutamente nada sem antes ter obtido a devida aprovação e permissão do estado. E então o mundo estará a salvo de qualquer um que tente fazer algo que o beneficie e que, por isso, supostamente prejudique os outros. E, quando chegarmos a esse ponto, o mundo irá desfrutar toda a prosperidade gerada pela total paralisia.
Você sabe o que significa poupar?
“Guardar dinheiro (na sua carteira, em uma lata de estanho no quintal, debaixo da cama, etc.) não é uma forma de poupança. O saldo de caixa – ou o efetivo disponível – pode aumentar sem que as preferências temporais tenham diminuído, que é o que ocorre quando se poupa. (Com efeito, uma pessoa poupa porque sua preferência temporal diminui). É possível que uma pessoa aumente seu efetivo disponível diminuindo seu gasto com consumo E TAMBÉM com bem bens de produção. Poupar, por outro lado, significa diminuir o gasto com bens de consumo e aumentar o gasto com bens de produção.” – Dan Mahoney
Desarmar é pior.
“O desarmamento é uma daquelas idéias que, na superfície, parecem fazer sentido; uma idéia a qual as pessoas sensatas inicialmente estão inclinadas a aceitar; uma idéia que parece oferecer uma solução fácil para um problema difícil. E esse é o problema com o controle de armas. Não passa de uma auto-ilusão, um pensamento baseado no desejo; é simplista, ingênuo e até mesmo infantil. É um pensamento tipicamente esquerdista: achar que problemas sociais podem ser resolvidos colocando-se palavras num papel e transformando-as em estatutos federais e estaduais.
Sempre que você ouvir que esse ou aquele tipo de arma foi banido, lembre-se que palavras escritas num papel jamais mudaram a natureza humana. Existem pessoas ruins lá fora que irão se aproveitar das pessoas boas. Elas não serão impedidas por palavras em um papel, seja onde for. As pessoas boas, por outro lado, desejosas de obedecer a lei, serão. E é por isso que assaltantes, estupradores e assassinos sabem que em paraísos desarmamentistas – isto é, qualquer lugar em que saibam que as potenciais vítimas estão desarmadas – os cidadãos estão totalmente indefesos contra eles.” – Lew Rockwell, James Ostrowski e Ron Paul
Somente alguém sem interesses escusos poderia dizer algo assim
“Governos, incluindo especialmente o dos EUA, parecem ter uma incapacidade congênita de manter suas patas afastadas de qualquer parte da economia. Todo o governo, auxiliado e estimulado por sua gama de apologistas – que estão entre os intelectuais e os experts em todas as políticas governamentais -, gosta de se considerar a si próprio como um deus ex machina (um “deus fora da máquina”) que inspeciona seus objetos com benevolência e onisciência olímpicas, e então repetidamente desce à terra para corrigir as inúmeras “falhas de mercado” que os simples mortais, em sua ignorância, insistem em cometer.” – Murray N. Rothbard
Analogia esclarecedora
“Imagine que você e eu tenhamos as duas únicas empresas que produzem e distribuem massas em nível nacional e que nós dois desfrutamos de uma grande lealdade dos nossos respectivos consumidores. O governo então aprova duas leis. A primeira cria um subsídio gigantesco para o trigo, que é o principal ingrediente dos nossos produtos. A segunda oferece bilhões de dólares em contratos de pesquisa para a publicação de artigos que versam sobre os benefícios à saúde de se comer massa. O que você acha que iria ocorrer com as nossas rendas sob essas circunstâncias? O Fed faz algo similar – e clandestinamente – para os bancos e para Wall Street.” – Mark Thornton
Os bancos centrais e o socialismo
“O que estamos testemunhando é uma grande demonstração de uma das mais importantes contribuições austríacas à economia monetária: que um banco central tem potencial socialista. Pense nisso. No socialismo, o planejador central aumenta a quantidade de bens que possui através da expropriação. Se ele precisa de alguma coisa, um decreto é emitido dando-lhe a autorização para consegui-la. No sistema de banco central, o decreto é substituído por algo mais: a impressão de dinheiro. Se alguma coisa se torna necessária, não são necessários uma expropriação direta e um decreto oficial; o papel moeda é suficiente. Imprima o dinheiro e você poderá comprar o que quiser.
As fronteiras finais divergem, é claro. Sob o antigo sistema socialista, sempre há a possibilidade de se criar uma escravização através do uso direto da força. Em contraste, no socialismo financeiro que está sendo criado atualmente, o destino final é a hiperinflação, que em última instância irá destruir o único meio que os banqueiros centrais têm de redistribuir propriedade: o papel-moeda de curso forçado.” – Mateusz Machaj
